A primeira informação a ser destacada é a de que as empresas que prestam serviços de segurança armada devem ser credenciadas junto à Polícia Federal e atender a uma série de exigências. E o trabalho de segurança armada pode ser feita por:

  • Vigilante Armado – responsável pela proteção e zelo de patrimônio para qual foi contratado. Fica sempre dentro da empresa ou residência que presta serviços e só pode utilizar a arma de fogo para legítima defesa ou estritamente no cumprimento do dever.
  • Vigilante de Escolta Armada (curso de extensão para Vigilantes): utilizado para escolta de carro para transporte de cargas, única e exclusivamente. Esse profissional está limitado apenas para proteção da carga da empresa que foi contratado. Geralmente são serviços direcionados e a arma de fogo somente poderá ser utilizada para proteção da carga que está escoltando com o seu motorista.
  • Segurança Pessoal Privada (curso de extensão para Vigilantes) – Profissional especializado para proteção à vida, nome, bens e imagem para a qual foi contratado. É autorizado a esses profissionais o direito de portar arma de fogo, desde que na proteção da atividade fim (a vida) do cliente e família que foi contratado em qualquer ambiente ou local que for.
  • Vigilante de Transporte de Valores (curso de extensão para Vigilantes) Profissional especializado para proteção à numerários, documentos, bens do contratado. É autorizado a esses profissionais o direito de portar arma de fogo, para os devidos fins de proteção em serviço.

E para poder contar com essa atividade, é fundamental pensar no processo seletivo e atualização profissional, seja diretamente ou cobrando isso da empresa que fará a contratação dos profissionais.

Ainda na seleção, a avaliação psicológica é indispensável. Nessa etapa precisam ser observadas questões como estabilidade mental e controle emocional. Adicionando simulações práticas sob pressão, também será possível observar o comportamento do vigilante como a tomada de decisões rápidas, no devido momento.

O candidato precisa comprovar ter capacitação específica atualizada para que não ofereça riscos às pessoas que estará protegendo e a terceiros. Essa capacitação deve ser renovada constantemente, sendo indicado mais do que o intervalo mínimo de 2 anos exigidos pela legislação atual, pois se o vigilante deixa de treinar, além de perder a prática e agilidade, pode oferecer perigo durante alguma abordagem ou reação. Por isso os cenários devem ser avaliados preventivamente, para preparar o vigilante para alguma reação se necessária. Caso contrário, o dono da empresa contratante poderá responder civil e criminalmente.

Uma questão pouco discutida, mas que deve ser um alerta, é que essa atividade pode causar um estado de relaxamento. O vigilante armado pode se sentir seguro ou imune a qualquer ameaça, o que o deixa num cenário ainda mais perigoso.

Antes de contratar definitivamente esse tipo de serviço, avalie se é realmente uma necessidade e todos os outros fatores que um contrato como esse pode envolver. Busque saber quais as responsabilidades de quem contrata e de quem presta o serviço armado, e o investimento necessário para começar e manter o contrato.

E por falar em investimento, não estamos falando de algo barato, pois envolve treinar, reciclar, manter atividades práticas e no Brasil, armamento e munições são muito caros. Sem investimento o vigilante armado cria uma falsa sensação de segurança pelo tomador de serviço e nas pessoas sob sua guarda.

Reflita se esta é a melhor alternativa, ou se não é o caso de melhorar algum serviço de segurança já existente, potencializando o trabalho de prevenção, e não somente a reação, como é o caso do serviço armado.

Se quiser conhecer um pouco mais sobre esse e outros serviços, conte com o apoio da nossa equipe de especialistas.

Consultoria técnica:

Eytan Magal, CPP.

Kellen Reis

Jornalista MTB/SP 5758

Cabum Comunicação Empresarial

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